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| Projetos > Desenvolvimento Celular Neste projeto buscamos produzir as proteínas Activina e FSH para uso em processo de desenvolvimento folicular, transferência de embriões e fertilização in vitro. Em parceria com o Centro de Desenvolvimento de Modelos Experimentais para Medicina e Biologia - CEDEME - da Universidade Federal de São Paulo, buscamos a produção dessas proteínas no leite de coelhos geneticamente modificados. Com relação a Activina, obtivemos clone de levedura capaz de produzir a proteína, que foi testada com relação a capacidade de induzir o processo de amadurecimento folicular em ratas. Foi realizado o teste com injeção da proteína, em ratas Wistar no estágio da peripuberdade, por três dias, e após este período a massa corporal e do ovário foram determinadas. Foram estabelecidos 7 grupos de animais, nos quais foram injetadas doses da proteína recombinante bruta que variaram de 25 a 50 µg por dia por animal e doses de 1, 0,5 e 0,1 µg da proteína purificada. A figura abaixo mostra os resultados obtidos com a maior dose de proteína bruta, 50 µg (figura A) e com a menor dose da proteína purificada, 0,1 µg (figura B). Por esta figura podemos observar que os resultados obtidos com a dose de 0,1 µg da proteína purificada foram semelhantes aos obtidos com a maior dose da proteína bruta (0,038 ± 0,0018 vs 0,043 ± 0,0013).
Quando se compara a massa relativa de ambos ovários tratados com a massa relativa dos respectivos controles, observamos aumento da massa do ovário tratado. O peso elevado dos ovários foi evidenciado em todos os grupos tratados. Sabendo que a activina A estimula o desenvolvimento e crescimentos dos folículos ovarianos, o peso elevado dos ovários tratados com rACT fornece evidências de que a proteína está biologicamente ativa. Amostras de alguns ovários provenientes das ratas tratadas foram submetidas à análise histológica. A figura abaixo mostra a fotografia de dois cortes histológicos de ovários obtidos do grupo tratado com 50 µg da proteína bruta por dia por animal (figura A) e do respectivo grupo controle, tratado com salina (figura B). Sabendo que a activina A induz folículos ovarianos ao rápido crescimento, desenvolvimento e ovulação prematura, pode-se observar que a atividade biológica da proteína foi mais uma vez confirmada.
Como se pode observar na figura, no grupo tratado com salina aparecem diversos folículos em desenvolvimento, enquanto que no grupo tratado com a proteína recombinante observamos a presença de corpos lúteos, indicando que já ocorreu ovulação destes folículos, mostrando que a proteína recombinante apresenta capacidade de interferir no amadurecimento folicular mesmo quando administrada em doses relativamente pequenas, submicromolar. Este projeto é apoiado por:
Rua
dos Estados, 1377 - Jardim Ipê |
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