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| Projetos > Diagnóstico de Tratamento de Câncer Projetos com objetivo de produzir proteínas que apresentam atividade anti-tumoral para uso no tratamento de câncer. 1. Fragmentos de plasminogênio de humano com potente atividade angiostática Neste projeto buscamos produzir proteínas homólogas da angiostatina (K1-4), que é uma proteína com atividade angiostática, ou seja, capaz de inibir o processo de formação de novos vasos, essencial para o crescimento de tumores, conforme mostra a figura abaixo.
Os tumores iniciam microscopicamente e aumentam de tamanho até alguns micrometros à custa de energia e nutrientes da região circunvizinha. No entanto, para continuar crescendo, o tumor precisa de quantidade de nutrientes maior que a disponível na vizinhança e por isso libera algumas substancias angiogênicas (sinais químicos) que se difundem até o vaso sanguíneo mais próximo e neste vaso estas substâncias induzem a formação de um novo ramo que deve atingir o tumor, vascularizando-o e nutrindo-o o suficiente para que se desenvolva. Uma estratégia que pode resultar em bom resultado em termos terapêuticos é a inibição do processo de formação do novo vaso sanguíneo. Já obtivemos um clone de levedura capaz de produzir uma proteína, denominada Delangio, menor e muito mais potente que a angiostatina, e que apresenta capacidade de reduzir diferentes tipos de tumores naturais em animais e implantados em camundongos. Estudos mostraram que os fragmentos de plasminogênio, análogos da angiostatina, reduzem o crescimento tumoral por antagonizarem os efeitos de de agonistas da integrina avß3. A figura abaixo mostra o efeito da Delangio sobre os níveis de vascularização de esponja implantada em camundongo, após administração diária, por 7 dias, em diferentes doses.
2. Integrinas – Desintegrinas Neste projeto buscamos produzir uma segunda proteína com atividade desintegrina, para ser utilizada no tratamento de tumores. Já estamos produzindo uma proteína com potente atividade anti-angiogênica, denominada Leucurogina (Patente Proteobras INPI nº PI0903489-7), a partir de clone obtido de cDNA de glândula da serpente Bothrops leucurus. A figura abaixo mostra o efeito da Leucurogina sobre o crescimento de tumores implantados no dorso de camundongos. A proteína foi injetada durante 7 dias com doses diárias de 10 ou 20 ug por animal.
Leucurogina
se mostrou capaz de reduzir também melanoma implantado no dorso
de camundongos NUDE, além de alta capacidade de inibir metástase.
Células tumorais foram injetadas na cauda de camundongos e o
número de nódulos (pontos escuros) foi determinado nos
pulmões, conforme mostra a figura abaixo. Nossos dados mostram que Leucurogina inibe o crescimento tumoral via interação com a integrina a1ß1. Este projeto é apoiado por:
Rua
dos Estados, 1377 - Jardim Ipê |
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